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HISTÓRIAS E LENDAS DE SANTOS - URBANISMO (Q)
Em direção ao continente (3)

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Metropolização, conurbação, verticalização. Os santistas passaram a segunda metade do século XX se acostumando com essas três palavras, que sintetizam um período de grandes transformações no modo de vida dos habitantes da Ilha de São Vicente e regiões próximas.

Nesse período, tornou-se cada vez mais premente a necessidade de uma ligação por túnel ou ponte entre as duas margens do estuário do porto. Apesar disso, questões políticas entre Santos e Guarujá continuaram postergando as soluções. Guarujá, por exemplo, sempre temeu se transformar em corredor de passagem direta, numa eventual ligação Santos/Bertioga via ilha de Santo Amaro.

Sobre as várias opções de túnel ou ponte ligando as duas margens do estuário santista, o jornal A Tribuna publicou em 8 de fevereiro de 1997 esta matéria:


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ESTUÁRIO
Codesp estuda propostas para fazer túnel ou ponte

A administração portuária contratou firma de consultoria

Da Reportagem

A proposta de construção de túnel ou ponte, ligando as margens do estuário, voltou a ser estudada pela Codesp. São cinco alternativas - quatro para túnel e uma para ponte, além de uma sexta opção de túnel, sugerida pela Codesp.

A companhia administradora do porto aprovou a contratação da Figueiredo Ferraz Consultoria e Engenharia de Projeto para readequar um estudo preliminar, realizado pela própria empresa de consultoria em 1988.

O projeto deverá estar concluído em 60 dias e será apresentado às prefeituras da região, além da Dersa e demais segmentos envolvidos em todo o sistema viário da Baixada.

Segundo a Codesp, a ligação das margens direita (Santos) e esquerda (Guarujá) do estuário vai permitir a diminuição do tráfego doméstico de caminhões nas rodovias que servem o porto. A administradora do porto prevê também que o projeto seria um estímulo ao desenvolvimento da área industrial em torno do complexo portuário.

Assentar famílias - Uma das alternativas consta, inclusive, do Programa de Ajustes Prévios do Porto de Santos (Paeps), pois atende a outros interesses da empresa. Trata-se da ligação na faixa onde hoje existe a linha de transmissão de energia da Usina de Itatinga para o porto.

De acordo com técnicos da companhia, a vantagem desta opção seria a possibilidade de utilização da área para o túnel e para o assentamento das famílias de Conceiçãozinha ao mesmo tempo, já que o projeto prevê o aterramento da rede elétrica.

A retomada do estudo de ligação rodoviária entre as margens do porto foi solicitada pela Codesp com vistas à colaboração ao Plano de Desenvolvimento e Zoneamento de Santos.

O estudo atualizará as cinco alternativas - quatro de túnel e uma de ponte - apresentadas pela Figueiredo Ferraz há nove anos, analisando os impactos urbanísticos e de logística que a introdução dessa nova opção viária trará para o ambiente, com o objetivo de que a intersecção das vias urbanas com a ligação possa ser harmoniosa.

Elevado sobre o Centro - Ainda que suscetível a uma grande reforma viária, para a construção da ponte, engenheiros da Figueiredo Ferraz previram o prolongamento da Avenida Ana Costa, passando por um túnel no Monte Serrat.

O elevado passaria por cima de parte do centro da Cidade, alcançando 60 metros de altura sobre o estuário. Já em Vicente de Carvalho, a ponte desembocaria próximo à Base Aérea e à Rodovia Rio-Santos.

As quatro opções para túneis sugeridas pela Figueiredo Ferraz seriam distribuídas ao longo do cais. Uma delas - a maior - serviria de acesso entre a entrada da Cidade e a Ilha Barnabé.

Um prolongamento da Avenida Senador Feijó está sendo estudado como opção de túnel, ligando a região central da Cidade também à Ilha Barnabé.

A Figueiredo Ferraz é responsável ainda pela opção que prevê a ligação subterrânea entre o Paquetá, próximo ao terminal de passageiros, com Vicente de Carvalho, Distrito de Guarujá.

Por fim, a Bacia do Macuco poderá se transformar na boca de um túnel também com destino a Vicente de Carvalho.

De acordo com a Codesp, o projeto de ligação das margens do estuário é considerado imprescindível para o desenvolvimento do porto e para a integração econômica dos municípios da Baixada.


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