![]() | http://www.novomilenio.inf.br/baixada/vias/1j016.htm Vias públicas de Santos/SP | QR Code. Saiba + | ||||||
Travessa Comendador João Cardoso |
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Começa em Rua Marquês do Herval, no bairro Valongo CEP: 11010-290 Termina em Avenida Visconde de São Leopoldo, no bairro Valongo Nomes antigos: Rua 1, Rua Comendador João Cardoso de Menezes e Sousa Logradouro criado em 1921 | ||||||||
![]() Trata-se, aliás, de dupla homenagem do Município ao ilustre santense, pois seu título nobiliárquico – barão de Paranapiacaba – foi outorgado à antiga Rua do Sol. Foi oficializada a Travessa Comendador João Cardoso pela lei 647, de 16 de fevereiro de 1921, que entrou em vigor a 1º de janeiro de 1922, promulgada pelo prefeito municipal coronel Joaquim Montenegro. João Cardoso de Menezes e Souza – barão de Paranapiacaba – filho natural do padre João Cardoso de Menezes e Souza, nasceu na vila de Santos a 25 de abril de 1827. Depois de fazer os primeiros estudos na terra natal, formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo, na turma de 1844-1848. Exerceu até 1857 a advocacia no Rio de Janeiro, quando foi nomeado ajudante de procurador fiscal do Tesouro Nacional. Deputado pela Província de Goiás no período de 1873-1876, censor teatral e executor de várias e importantes missões oficiais em São Paulo e em Pernambuco, colaborou nos principais jornais do Rio de Janeiro, como Correio Mercantil e Jornal do Comércio. Estreou na Literatura aos 17 anos de idade com o Cântico do Tupi, escrevendo outros livros, entre os quais estes: A Harpa Gemedora, Poesias Escolhidas, Camoneana Brasileira, Teses de Colonização do Brasil e A Serra de Paranapiacaba. Traduziu obras de Byron, Lamartine, Plauto, Sófocles, Eurípedes, Eschylus e Aristófanes. Recebeu o título de barão de Paranapiacaba por decreto de 8 de maio de 1883. Foi casado em primeiras núpcias com Felícia Rosa do Amor Divino Graff, a 19 de novembro de 1863, na cidade de Taubaté, onde residiu durante alguns anos; em segundas núpcias, com Teresa Pizarro, nascida em Santos a 25 de setembro de 1849, tradutora e autora de livros e que usava o pseudônimo literário de Uma Jovem Brasileira, fundadora do Colégio Santa Rosa, do Rio de Janeiro. O barão de Paranapiacaba, que só deixou descendentes do primeiro casamento, faleceu no Rio de Janeiro a 3 de fevereiro de 1915, com a idade de 88 anos. O ilustre santista foi doador de terrenos de sua propriedade à Municipalidade, como faz prova esta carta datada de 12 de outubro de 1883, do Rio de Janeiro, onde ele morava, e dirigida ao presidente e mais vereadores da Câmara Municipal de Santos: 'Em resposta ao ofício que vossas excelências me enviaram em data de 2 do corrente, em que me perguntam qual a importância que exijo pelo trecho de terreno de minha propriedade, aproveitado pela Câmara Municipal, para prolongamento da Rua S. Leopoldo, terreno que a mesma Câmara ignorava pertencer-me, tenho a satisfação de declarar que nenhuma indenização pretendo, cedendo-o gratuitamente para tão louvável fim de utilidade pública. Deus guarde vossas excelências'. Na sessão ordinária que a Câmara Municipal realizou a 28 de julho de 1897, presidida por Antônio Iguatemi Martins, foi aprovado o parecer 357, da Comissão de Fazenda e Contas, em que era manifestado agradecimento ao barão de Paranapiacaba por haver cedido gratuitamente, em 1883, os terrenos de sua propriedade para o prolongamento da Rua de São Leopoldo. Na edição de 2 de maio de 1886 do Diário de Santos, foi publicada nota baseada em informação veiculada pelo Jornal do Comércio de 29 de abril daquele ano, que assinalava haver o barão de Paranapiacaba recusado nobremente a aposentadoria forçada que lhe fora concedida pelo Governo do Império do alto cargo de diretor geral do Contencioso do Tesouro Nacional. Segundo adiantava aquele órgão santista, o 'motivo dessa aposentadoria do ilustre funcionário fora devido à luta que estabeleceu na imprensa com o chefe de Polícia, no mês de fevereiro, o desembargador João Coelho Bastos. Lamentando que o Estado perca um de seus mais ilustrados e provectos funcionários, que por longos anos honrou a alta posição de primeiro empregado da Fazenda do Império, não podemos deixar de louvar o procedimento digno e altivo do nosso distintíssimo conterrâneo'. Fonte: RODRIGUES, Olao. Veja Santos!, 2ª edição, 1978. Ed. do autor - pág. 324. 488 e 489 | ||||||||
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