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GEOGRAFIA E ECONOMIA DE CUBATÃO
Aspectos geográficos (6)

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Estes dados geográficos foram baseados no livrete O que você precisa saber sobre Cubatão, de Francisco Rodrigues Torres, João Carlos Braga Júnior e Welington Ribeiro Borges, editado em 2002 pela Design & Print, de Cubatão, com o apoio do Arquivo Histórico Municipal de Cubatão. As referências complementares são do 2º Boletim Informativo sobre o Município de Cubatão, editado em setembro de 1973; do 4º Boletim Informativo - 1976 - Cubatão e do 5º Boletim Informativo - Cubatão - 1981, editados pela Prefeitura deste município nos anos citados:
 

Rio Cubatão, em 1987
Foto: 5º Boletim Informativo - 1987 - Prefeitura Municipal de Cubatão

Hidrografia

Devido à proximidade da Serra do Mar, os rios que banham Cubatão são curtos e torrenciais. Como quase não há declividade na planície sedimentar que separa a Serra do Mar do litoral, o processo de aluvionamento é muito grande. Como conseqüência, temos a formação de meandros (parte sinuosa do rio) que resultam do duplo trabalho de erosão e acumulação das águas fluviais e de mangues. É difícil distinguir meandros de braços de rios ou de canais marítimos, que se formam dentro dos lagos.

Podem ser definidos dois tipos de rios: em primeiro lugar, os que têm em comum o fato de suas nascentes serem na Serra do Mar e de possuírem vales que são sulcos importantes a separarem esporões. São rios que nascem torrenciais e se tornam, vencida a escarpa, rios de planície, responsáveis pela grande sedimentação fluvial que dificulta o escoamento das águas, dando então a formação de meandros, furados e dos manguezais. Exemplos desse tipo de rio são o Cubatão e o Mogi.

O segundo tipo compreende os rios de pequeno curso, praticamente de planície. Exemplos: rios Casqueiro, Cascalho, Mourão, Onça e outros. Esses rios percorrem trechos montanhosos, recebendo chuvas violentas, e, duas vezes por dia (em decorrência da maré), suas partes mais baixas entram em contato direto com a água salobra.

A Bacia do Cubatão tem uma área aproximada de 177 km². Os rios do extremo Leste são Mogi, Perdido e Piaçagüera, e em seu conjunto abrangem uma área de bacia da ordem de 52 km². Os rios são de caráter torrencial, apresentando enchentes de curta duração e pico acentuado. Destacam-se os seguintes rios:

Rio Cubatão, em maio de 2004
Foto: foto-geógrafo Cesar Cunha Ferreira

Rio Cubatão - o mais importante da região, cuja bacia situa-se entre a Grande São Paulo e a Baixada Santista, na vertente atlântica da Serra do Mar. Circunda o estuário de Santos e deságua na mesma cidade através de vários canais de tipo déltico dentro do mangue. O Rio Cubatão passa a banhar o município após receber, à margem esquerda, o Rio Pilões e a vazante da foz do rio Passareúva pertencente ao Município de Cubatão. São afluentes da margem esquerda o Rio das Pedras e o Perequê;todos os afluentes da margem esquerda descem a Serra do Mar. O Rio Capivari é considerado o principal afluente da margem direita.

Em 1976, a Prefeitura Municipal de Cubatão registrava em seu Boletim Informativo os projetos para as obras de retificação desse rio, que seriam realizadas logo em seguida:

As freqüentes enchentes do Rio Cubatão provocam inundações que afetam as áreas urbanas e industriais situadas na planície aluvial do seu curso inferior, ocasionando elevados prejuízos materiais e constituindo um sério inconveniente para o desenvolvimento da região.

As obras de canalização e endicamento se localizarão entre a ponte da E.F. Santos-Jundiaí, a jusante, e os aterros da ponte da estrada de ligação Via Anchieta-Guarujá (SP-55), tendo como parte crítica o trecho frente às instalações da Companhia Brasileira de Estireno, seguido de uma segunda curva quase em ângulo reto, ao passar em baixo da ponte da Avenida 9 de Abril. Consistirão numa retificação do rio no trecho indicado, canalizações e endicamento laterais com a descarga de 600 m³/s. A realização dessas obras exigirá a execução de obras complementares, como uma nova ponte na Avenida 9 de Abril e a demolição das atuais, demolição de imóveis urbanos e remanejamento dos sistemas de esgotos, águas pluviais, eletricidade, telefone e outros serviços públicos semelhantes, existente na área das obras.

O Rio Perequê, em seu trecho final, junto ao seu encontro com o Rio Cubatão, também sofrerá retificação, visando dar melhores condições de desembocadura daquele neste. A canalização do Rio Cubatão, no trecho abrangido pelo projeto, segue aproximadamente o leito existente, com declividade de 0,04% e taludes de margem com inclinação 1/3 e, a fim de dotá-las de maior resistência à erosão, por ocasião de enchentes que levem a velocidades de água acima de 2,0 m/s, foi projetada a proteção das margens com enrocamentos de pedra amarrada. Cerca de 60% do trecho abrangido pelo projeto deverá contar com endicamento, em geral de pequena altura, protegido com enrocamento, tendo em vista aumentar a capacidade de escoamento da calha fluvial e corrigir depressões de terreno.

Rio Mogi - nasce a Nordeste de Cubatão, sendo chamado também de Ururai, e se prolonga quase até a parte central do município. Tem como afluente da margem direita o Córrego da Terceira Máquina. Corre na direção Sudoeste, no vale formado de um lado pelas serras do Meio e Mogi de um lado e do outro pela Serra do Morrão. As águas dos rios Cubatão e Mogi, ao atingirem a baixada do litoral, se misturam formando o mangue e correm para os largos São Vicente, Pompeba e Caneu.

Rio Santana - nasce no Morro Marzagão, dois quilômetros a Oeste da cidade de Cubatão, e recebe, à margem direita, o Rio dos Queirozes, que também nasce no mesmo morro. Uma das ilhas formadas pelo mangue é a Ilha de Santana, sendo formada pelos braços do rio do mesmo nome. Os afluentes do Rio Santana são: Rio Branco e Rio dos Moços.

Rio dos Queirozes - tem como afluente, à margem direita, o Córrego de Mãe Maria.

Córrego de Mãe Maria - nasce no morro do mesmo nome e banha o município somente pela margem esquerda.

Córrego da Terceira Máquina - deságua na margem direita do Rio Mogi.

Rio Vapevu - no mangue, deságua próximo aos largos da Pompeba e São Vicente.

Rio Casqueiro - une os largos da Pompeba e Caneu.

Outros rios do município: Perdido, Cascalho, Paranhos, Perequê, Pequeno, Mourão, Onça e Piaçagüera. São ainda importantes, por figurarem nas delimitações municipais: Ribeirão Passareúva, Curtume da Tapera e rio dos Bugres.

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Bacia do Rio Cubatão - Clique na imagem, para ampliar
Imagem: 5º Boletim Informativo - 1981 - Prefeitura Municipal de Cubatão


Antigo leito do Rio das Pedras
Foto: arquivo/Departamento de Imprensa/Prefeitura Municipal de Cubatão

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