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Rio Cubatão, em 1987
Foto: 5º Boletim Informativo - 1987 - Prefeitura Municipal de
Cubatão
Hidrografia
Devido à proximidade da Serra do
Mar, os rios que banham Cubatão são curtos e torrenciais. Como quase não há declividade na planície sedimentar que separa a
Serra do Mar do litoral, o processo de aluvionamento é muito grande. Como conseqüência, temos a formação de meandros (parte
sinuosa do rio) que resultam do duplo trabalho de erosão e acumulação das águas fluviais e de mangues. É difícil distinguir
meandros de braços de rios ou de canais marítimos, que se formam dentro dos lagos.
Podem ser definidos dois tipos de rios: em primeiro lugar, os que
têm em comum o fato de suas nascentes serem na Serra do Mar e de possuírem vales que são sulcos importantes a separarem
esporões. São rios que nascem torrenciais e se tornam, vencida a escarpa, rios de planície, responsáveis pela grande
sedimentação fluvial que dificulta o escoamento das águas, dando então a formação de meandros, furados e dos manguezais.
Exemplos desse tipo de rio são o Cubatão e o Mogi.
O segundo tipo compreende os rios de pequeno curso, praticamente
de planície. Exemplos: rios Casqueiro, Cascalho, Mourão, Onça e outros. Esses rios percorrem trechos montanhosos, recebendo
chuvas violentas, e, duas vezes por dia (em decorrência da maré), suas partes mais baixas entram em contato direto com a água
salobra.
A Bacia do Cubatão tem uma área aproximada de 177 km². Os rios do
extremo Leste são Mogi, Perdido e Piaçagüera, e em seu conjunto abrangem uma área de bacia da ordem de 52
km². Os rios são de caráter torrencial, apresentando enchentes de curta duração e pico acentuado. Destacam-se os seguintes rios:

Rio Cubatão, em maio de 2004
Foto:
foto-geógrafo Cesar Cunha Ferreira
Rio Cubatão - o mais importante da região, cuja bacia
situa-se entre a Grande São Paulo e a Baixada Santista, na vertente atlântica da Serra do Mar. Circunda o estuário de Santos e
deságua na mesma cidade através de vários canais de tipo déltico dentro do mangue. O Rio Cubatão passa a banhar o município após
receber, à margem esquerda, o Rio Pilões e a vazante da foz do rio Passareúva pertencente ao Município de Cubatão. São
afluentes da margem esquerda o Rio das Pedras e o Perequê;todos os afluentes da margem esquerda descem a Serra do
Mar. O Rio Capivari é considerado o principal afluente da margem direita.
Em 1976, a Prefeitura Municipal de Cubatão registrava em seu
Boletim Informativo os projetos para as obras de retificação desse rio, que seriam realizadas logo em seguida:
| As freqüentes enchentes do Rio Cubatão provocam inundações
que afetam as áreas urbanas e industriais situadas na planície aluvial do seu curso inferior, ocasionando elevados prejuízos
materiais e constituindo um sério inconveniente para o desenvolvimento da região.
As obras de canalização e endicamento se localizarão entre a
ponte da E.F. Santos-Jundiaí, a jusante, e os aterros da ponte da estrada de ligação Via Anchieta-Guarujá (SP-55), tendo
como parte crítica o trecho frente às instalações da Companhia Brasileira de Estireno, seguido de uma segunda curva quase em
ângulo reto, ao passar em baixo da ponte da Avenida 9 de Abril. Consistirão numa retificação do rio no trecho indicado,
canalizações e endicamento laterais com a descarga de 600 m³/s. A realização dessas obras exigirá a execução de obras
complementares, como uma nova ponte na Avenida 9 de Abril e a demolição das atuais, demolição de imóveis urbanos e
remanejamento dos sistemas de esgotos, águas pluviais, eletricidade, telefone e outros serviços públicos semelhantes,
existente na área das obras.
O Rio Perequê, em seu trecho final, junto ao seu encontro com
o Rio Cubatão, também sofrerá retificação, visando dar melhores condições de desembocadura daquele neste. A canalização do
Rio Cubatão, no trecho abrangido pelo projeto, segue aproximadamente o leito existente, com declividade de 0,04% e taludes
de margem com inclinação 1/3 e, a fim de dotá-las de maior resistência à erosão, por ocasião de enchentes que levem a
velocidades de água acima de 2,0 m/s, foi projetada a proteção das margens com enrocamentos de pedra amarrada. Cerca de 60%
do trecho abrangido pelo projeto deverá contar com endicamento, em geral de pequena altura, protegido com enrocamento, tendo
em vista aumentar a capacidade de escoamento da calha fluvial e corrigir depressões de terreno. |
Rio Mogi - nasce a Nordeste de Cubatão, sendo chamado
também de Ururai, e se prolonga quase até a parte central do município. Tem como afluente da margem direita o Córrego da
Terceira Máquina. Corre na direção Sudoeste, no vale formado de um lado pelas serras do Meio e Mogi de um lado e do outro pela
Serra do Morrão. As águas dos rios Cubatão e Mogi, ao atingirem a baixada do litoral, se misturam formando o mangue e correm
para os largos São Vicente, Pompeba e Caneu.
Rio Santana - nasce no Morro Marzagão, dois quilômetros a
Oeste da cidade de Cubatão, e recebe, à margem direita, o Rio dos Queirozes, que também nasce no mesmo morro. Uma das ilhas
formadas pelo mangue é a Ilha de Santana, sendo formada pelos braços do rio do mesmo nome. Os afluentes do Rio Santana são:
Rio Branco e Rio dos Moços.
Rio dos Queirozes - tem como afluente, à margem direita, o
Córrego de Mãe Maria.
Córrego de Mãe Maria - nasce no morro do mesmo nome e banha
o município somente pela margem esquerda.
Córrego da Terceira Máquina - deságua na margem direita do
Rio Mogi.
Rio Vapevu - no mangue, deságua próximo aos largos da
Pompeba e São Vicente.
Rio Casqueiro - une os largos da Pompeba e Caneu.
Outros rios do município: Perdido, Cascalho,
Paranhos, Perequê, Pequeno, Mourão, Onça e Piaçagüera. São ainda importantes, por
figurarem nas delimitações municipais: Ribeirão Passareúva, Curtume da Tapera e rio dos Bugres.

Bacia do Rio Cubatão - Clique na
imagem, para ampliar
Imagem: 5º Boletim Informativo - 1981 - Prefeitura Municipal
de Cubatão

Antigo leito do Rio das Pedras
Foto: arquivo/Departamento de Imprensa/Prefeitura Municipal de Cubatão
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